Um apelo para o Dia Global de GRACE – 9 de Novembro, 2020

Vivemos num planeta maravilhoso. A Terra e todos os seres que nela habitam, inter-relacionados, foram concebidos para irradiar a luz da beleza e da alegria da vida. Existe um sistema da vida focado na união até ao mais ínfimo detalhe, tal como as abelhas se encontram na mais profunda simbiose com a planta da sálvia. Trata-se de facto de um sistema de amor.

Contudo, durante milhares de anos, a humanidade viveu assombrada por uma hipnose cruel: a hipnose da hostilidade, guerra e separação. Mediante uma matriz de guerra, criaram-se sistemas imperialistas fundados na base do medo e não do amor. Historicamente, a grande destruição iniciou-se quando a pandemia do medo se espalhou globalmente. Actualmente, não temos realmente uma pandemia de Covid-19, mas uma pandemia de medo a partir da qual o vírus emergiu.

Há 82 anos atrás, a “Noite de Cristal marcou o início do terror Nazi.

Há 31 anos atrás, caiu o Muro de Berlim. É difícil afirmar que o mundo melhorou desde então. Vivemos ainda sob a fundação de sistemas de poder profundamente hostis, que produzem milhares de vítimas todos os dias.

A humanidade está prestes a entrar num novo estágio de evolução. Como “olhos da evolução”, os seres humanos podem reconhecer o que fizeram na Terra, trilhando caminhos para uma nova forma de vida.

Escrevemos este texto em nome de todos os que perderam as suas casas nas cidades bombardeadas e que se encontram agora em fuga, sem tecto, sem forma de se aquecer, sem comida.

Em nome de todos os que se encontram nas câmaras de tortura, por se terem atrevido a lutar contra as injustiças.

Em nome de todas as mães que todos os dias perdem os seus filhos em guerras sem sentido.

Em nome de todas as crianças cujos pais lhes foram retiradas, e também em nome de todos aos quais a paranóia do corona privou de amigos, de casa e de esperança.

Escrevemos também em nome de todos os animais, cujos gritos há muito deixámos de ouvir.

Quem quer que testemunhe este cenário, nauseado, procura imediatamente olhar noutra direcção. Apressadamente, a mente procura distracções ou sedativos.

Hoje já ninguém pode dizer aquilo que se disse depois dos horrores do fascismo Alemão: “Não sabíamos de nada” – hoje sabemos muito e é por isso que estamos aqui, determinados a proteger a vida e colocar um fim a este enorme sofrimento. Existirão soluções de cura e de apoio que se possam aplicar em toda a parte? Sim, existem!

Existe uma força maior que toda a violência.

Esta é a força através da qual os inimigos se tornam amigos.

A força que cura os doentes terminais e que traz paz aos povos e às nações.

A força que dá aos grupos mais determinados a sua vontade e a sua coesão. 

A força capaz de neutralizar o sistema existente, criando um sistema diferente, capaz de impedir todas as guerras. 

A força que pode derrubar os velhos muros – tanto a nível externo como interno. 

A força que dá às crianças a sua alegria, aos amantes a sua felicidade e aos revolucionários o seu objectivo. 

A força que nos liberta finalmente do sofrimento interior de um passado traumático, da dor no amor, da depressão e da solidão, porque nos liga de novo com o poder da vida. 

A força que transforma os movimentos de resistência existentes em criadores de um futuro no qual valha a pena viver, pelo facto de vislumbrarem um objectivo positivo.

A força que torna as nossas vidas relevantes, porque podemos fazer algo pelos outros e pelo futuro – mesmo que os nossos desejos pessoais ainda não tenham sido realizados.

Tal como existe uma matriz de guerra, existe também uma matriz de paz. Sentimos que lidamos com uma mudança radical, que decorre também em nós. É chocante perceber que existe uma matriz primordial de vida que aguarda há milhares de anos pela nossa aceitação e reconhecimento.

De acordo com uma profecia dos Kogis (uma tribo indígena colombiana), temos ainda três anos para mudar o sistema em vigor. Utilizemos então estes anos para construir um novo mundo, desenvolvendo sistemas mais fortes do que toda a violência.


A força que permite tal renascimento da vida na Terra não foi inventada pela humanidade. Ela é inerente ao plano da criação, uma ordem universal da vida, à qual chamamos “matriz sagrada”. 
Nesta ordem não há inimigos, não há indústrias militares, não há matadouros, não há medo. O catalisador desta ordem é o amor. Se vivemos nesta ordem, estamos então – se tolerarmos esta palavra – com Deus. Quando o amor, tanto sensual como espiritual, se baseia nas fundações da matriz sagrada, reconhecemos o grande plano de unidade que liga toda a vida, porque ele toca algo que é comum a tudo o que existe.


Este plano da criação encontra-se gravado no núcleo de cada ser humano e no coração global da humanidade. Assim que nos ligamos ao campo cósmico de cura, inerente a este plano, qualquer doença pode ser curada. Talvez aquilo a que hoje chamamos de curas milagrosas, que sempre existiram – de Jesus a Bruno Groening – nos possam recordar desta verdade. Este campo de cura deve ser hoje enraizado e manifestado na Terra. Ao observar os lados luz e sombra da nossa existência, desenvolvemos uma ideia clara e inevitável – o “Plano de Biótopos de Cura”. A matriz da vida, inerente à matriz sagrada, deve ser ancorada na Terra. Este é um objectivo ambicioso e difícil de manifestar para nós humanos. Actualmente, está a crescer uma rede global de pessoas e grupos que querem ajudar a construir concretamente estes pontos de cura. Quanto mais destes pontos de ancoragem forem criados, mais poderosamente a matriz sagrada pode ser sentida na coexistência entre seres humanos e os demais seres vivos.
Se a vida vencer, não haverá vencidos.

Tudo isto são factos no holograma do mundo. Nós originamos de um mundo divino e transportamos esse mundo em nós. Todos têm a oportunidade de tornar possível o impossível. O que hoje em dia é possível no campo da tecnologia, pode também ser possível entre seres humanos. 


Para este fim, são necessárias algumas directrizes: 
Paremos de projectar nos actuais instituições e personalidades governantes; recuperemos o nosso poder perdido. É necessário fazê-lo completamente, até que os nossos corpos se libertem de todo o medo e de toda a doença. Mas é necessário fazê-lo sem ódio ou violência. Teremos de reconhecer a importância da sexualidade e de a libertar de todas as noções de pecado; libertando as relações amorosas de toda a mentira, e oferecendo ajuda a quem dela precisa. Estabelecendo sistemas autónomos e descentralizados de abastecimento de água, alimentação e energia, em cooperação com as forças cósmicas das quais emerge todo o crescimento.


Quando os primeiros grupos e movimentos tiverem realizado esta visão, estes irão estabelecer relações de cooperação, por vislumbrarem o seu objectivo comum. Desta cooperação surgem redes globais que se vão encarregar de derrubar todos os muros. Inicia-se assim uma nova época para a vida na Terra. A força divina pode agora permear toda a vida, porque toda a vida emergiu a partir dela. A palavra “matriz sagrada” ficará então escrita com letras maiúsculas na Noosfera e poderá ser lida por todos os seres humanos. A alma do mundo encontrou o seu lar na humanidade. Tal como o som suave de um gongo, ela ressoa através de todos os países.

A guerra acabou.